Pré-diabetes pode causar sérios problemas de saúde, alertam especialistas
08 FEV

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Saúde
Juliana Mendes Peixoto Por Juliana Mendes Peixoto - Há 2 meses
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Especialistas alertam que alterações nos níveis de glicose no sangue, mesmo antes de um diagnóstico formal de diabetes, podem causar danos significativos à saúde. A discussão ocorreu durante o programa CNN Sinais Vitais, apresentado pelo Dr. Roberto Kalil, que destacou o pré-diabetes, uma condição que afeta milhões de brasileiros.<\/p>\n

As endocrinologistas Sharon Nina Admoni e Priscilla Cukier explicaram que o pré-diabetes é identificado por uma glicemia de jejum entre 100 e 125 miligramas por decilitro ou por uma hemoglobina glicada entre 5,7% e 6,4%. Cukier enfatizou que muitos indivíduos com pré-diabetes podem evoluir para a forma completa da doença. "Esse nome é dado porque um número significativo de pessoas com essa condição pode desenvolver diabetes", comentou a especialista.<\/p>\n

A gravidade da situação é destacada pelas médicas, que afirmam que complicações sérias podem surgir mesmo durante essa fase inicial. Cukier mencionou que é possível já apresentar neuropatia e cardiopatia com níveis de glicose apenas levemente alterados. Essas complicações podem atingir tanto os pequenos vasos sanguíneos, conhecidos como microvasculares, quanto as grandes artérias, chamadas macrovasculares.<\/p>\n

Dentre as complicações microvasculares, estão os danos à retina, aos rins e aos nervos periféricos. As macrovasculares, por sua vez, afetam principalmente o coração e o cérebro. Além disso, Cukier alertou sobre a possibilidade de demência, pneumopatia e doenças de pele, que também podem ocorrer em decorrência do pré-diabetes. A neuropatia diabética, que causa sintomas como dormência e dor nas extremidades, foi citada como uma das complicações mais sérias.<\/p>\n

A coordenadora do Ambulatório de Pé Diabético do HC-FMUSP, Sharon Nina Admoni, destacou que os danos geralmente começam pelas extremidades do corpo. "A glicose ataca primeiro as áreas mais distantes do coração, por isso os pés são frequentemente os mais afetados", explicou. O pé diabético, uma das consequências mais graves da diabetes, pode levar a úlceras e, em casos extremos, a amputações. Admoni alertou que a mortalidade associada a essa complicação é muito alta, superando a taxa de mortalidade de alguns tipos de câncer, como o de mama, em um período de cinco anos.<\/p>\n

As médicas enfatizaram a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento regular para evitar complicações. Admoni reforçou que o pé diabético é uma complicação que pode ser evitada com um monitoramento adequado. "É crucial que pessoas com diabetes realizem uma busca ativa por sinais de insensibilidade nos pés e façam o acompanhamento dos vasos sanguíneos", concluiu.<\/p>\n\n

Desta forma, é fundamental que a informação sobre o pré-diabetes chegue a um número maior de pessoas. O reconhecimento precoce dessa condição pode salvar vidas e evitar complicações graves. A sociedade precisa estar ciente dos riscos associados e da importância de cuidados preventivos.<\/p>\n

Além disso, o fortalecimento das políticas de saúde que promovam a educação e o acompanhamento de grupos de risco é essencial. Medidas que incentivem consultas regulares e exames de glicemia podem fazer a diferença no controle da doença. É um investimento em saúde pública que pode reduzir custos futuros com tratamentos e complicações.<\/p>\n

A conscientização sobre o pré-diabetes deve ser uma prioridade. O acesso a informações claras e precisas sobre a condição pode empoderar as pessoas a tomarem decisões mais informadas sobre sua saúde. Assim, é necessário que campanhas de alerta sejam implementadas, alcançando as comunidades em todo o país.<\/p>\n

Por fim, a colaboração entre profissionais de saúde, educadores e a população é crucial para o enfrentamento do pré-diabetes. Uma abordagem integrada que una esforços pode resultar em um impacto positivo significativo na saúde pública, contribuindo para um futuro mais saudável para todos.

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Juliana Mendes Peixoto

Sobre Juliana Mendes Peixoto

Mestre em Saúde Pública, com foco em bem-estar coletivo e nutrição. Atua em diversas ONGs de apoio comunitário e saúde da família. Apaixonada por ioga, meditação e jardinagem urbana em pequenos espaços residenciais.