Vacina do Butantan oferece proteção contra a dengue por cinco anos, aponta estudo
05 MAR

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Saúde
Marina Souza Peroni Por Marina Souza Peroni - Há 1 mês
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Um estudo recente publicado na revista científica Nature revela que a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan oferece proteção por um período de, no mínimo, cinco anos. A pesquisa mostra que o imunizante, que é administrado em uma única dose, alcança uma eficácia de 80,5% contra casos graves e 65% de eficácia geral, o que elimina a necessidade de uma dose de reforço durante esse período.

Os dados da pesquisa indicam que, em um grupo de 100 pessoas não vacinadas, todas desenvolveriam dengue. Entre os vacinados, esse número cairia para cerca de 35. Da mesma forma, se 100 pessoas não imunizadas apresentassem quadros graves da doença, o número de casos graves entre os vacinados seria reduzido para aproximadamente 20.

O estudo envolveu 16.235 participantes com idades entre dois e 59 anos e foi realizado entre 2016 e 2019. Durante o acompanhamento, que incluiu mais de 10 mil pessoas vacinadas, não houve registro de casos graves de dengue, e apenas seis participantes apresentaram sinais de alarme que normalmente indicam possível evolução para a forma grave da doença.

A vacina, chamada de Butantan-DV, foi testada em um ensaio clínico abrangente em todo o Brasil. Os pesquisadores também investigaram como a vacina se comporta em pessoas que já tiveram dengue em comparação com aquelas que nunca foram infectadas. Os resultados mostram que a eficácia do imunizante foi maior em quem já teve a doença anteriormente, atingindo 77,1%, enquanto a proteção para aqueles sem histórico de infecção foi de 58,9%.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), Renato Kfouri, essa diferença de eficácia é comum entre vacinas, já que quem teve contato prévio com o vírus desenvolve uma proteção natural que complementa a imunização. Ele ressalta que a Butantan-DV não apresentou o mesmo risco que outras vacinas contra a dengue, que levantaram preocupações sobre possíveis hospitalizações em crianças que nunca haviam sido expostas ao vírus.

Outro aspecto relevante é a proteção da vacina contra os quatro sorotipos do vírus da dengue, que são conhecidos como DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Os dados do estudo mostram que a eficácia foi de 73% contra o DENV-1 e 55,7% contra o DENV-2, que são os sorotipos mais frequentemente associados a surtos. Não foram registrados casos de DENV-3 ou DENV-4 durante o acompanhamento, o que impossibilitou a avaliação da eficácia contra esses tipos.

A vacina Butantan-DV é classificada como tetravalente, pois contém componentes que visam proteger contra os quatro sorotipos do vírus. O imunizante utiliza vírus vivos enfraquecidos, que não causam a doença, mas ajudam o sistema imunológico a reconhecer o vírus real. A administração de apenas uma dose simplifica a campanha de vacinação e aumenta as chances de adesão por parte da população.

O Ministério da Saúde iniciou a vacinação em janeiro deste ano em cidades como Nova Lima (MG), Maranguape (CE) e Botucatu (SP), por meio de um projeto piloto que visa ampliar a cobertura vacinal contra a dengue.

Desta forma, a vacina do Butantan representa um avanço significativo no combate à dengue, uma doença que afeta milhões de brasileiros anualmente. A proteção oferecida por cinco anos com uma única dose facilita não apenas a logística de vacinação, mas também aumenta a adesão da população ao imunizante.

Além disso, a eficácia superior em indivíduos que já tiveram dengue reforça a importância da vacinação nessa população, que pode estar mais vulnerável a complicações. É essencial que os órgãos de saúde continuem a incentivar a vacinação e disseminar informações sobre a importância da imunização.

O fato de a vacina não apresentar riscos adicionais para aqueles que nunca tiveram contato com o vírus é um ponto positivo, especialmente em um cenário onde a preocupação com a segurança dos imunizantes é crescente. Esse aspecto deve ser amplamente comunicado para tranquilizar a população.

Finalmente, a capacidade da vacina de proteger contra os quatro sorotipos do vírus é um fator crucial, considerando a variabilidade e a prevalência desses sorotipos no Brasil. A expectativa é que, com o aumento da cobertura vacinal, haja uma redução significativa nos casos de dengue nos próximos anos.

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Marina Souza Peroni

Sobre Marina Souza Peroni

Médica endocrinologista e mestre em Bioética Médica. Atua em hospitais da rede privada focada em longevidade e saúde integrativa. Paixão por saúde preventiva. Participa ativamente de um coro coral amador local.