Anvisa intensifica fiscalização de medicamentos manipulados, identificando irregularidades em farmácias
08 ABR

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Saúde
Camila Lacerda Bueno Por Camila Lacerda Bueno - Há 2 dias
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está intensificando a fiscalização sobre os medicamentos manipulados conhecidos como "canetas emagrecedoras". Essa medida é uma resposta a um aumento alarmante nas irregularidades encontradas nas farmácias e importadoras que lidam com esses produtos. De acordo com a Anvisa, cerca de 75% das empresas avaliadas em 2026 apresentaram problemas que podem colocar a saúde dos pacientes em risco.

A tirzepatida, princípio ativo do medicamento Mounjaro, é um dos principais focos dessa fiscalização. O uso dessa substância manipulada tem gerado preocupações entre especialistas, pois somente a versão original possui estudos que garantem sua eficácia e segurança. A Anvisa descobriu que a importação atípica de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) está levando a uma produção em larga escala, o que vai contra a proposta inicial dos medicamentos manipulados, que é atender necessidades individuais.

No Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, a Anvisa lançou a operação Heavy Pen, que revelou R$ 4,8 milhões em transações possivelmente irregulares em uma única importadora. Essa quantia inclui a importação de 3,5 kg de tirzepatida, o que seria suficiente para produzir mais de 1 milhão de injetores. Além disso, também foi identificada a importação de retatrutida, um medicamento que ainda não recebeu aprovação em nenhum país.

As fiscalizações mostraram que no segundo semestre de 2025, outras empresas importaram 130 kg de insumos, o que poderia resultar em até 25 milhões de doses. Esse número é considerado excessivo quando comparado à demanda nacional, que foi de cerca de 7 milhões de doses de produtos como Ozempic, Mounjaro e Wegovy no ano anterior.

A Anvisa está ciente de que esse cenário apresenta riscos para a saúde pública e planeja implementar novas regras para aumentar o controle desde a importação até a manipulação dos medicamentos. As ações devem ser anunciadas ao longo do mês, visando coibir irregularidades e garantir a segurança dos pacientes.

Irregularidades encontradas nas fiscalizações

Desde o início de 2026, a Anvisa realizou 11 inspeções em farmácias e importadoras que manipulam os insumos utilizados nas canetas emagrecedoras. Dessas, oito apresentaram irregularidades que resultaram em interdições. Os problemas encontrados incluem deficiências no controle de qualidade e na esterilização dos produtos, além da utilização de insumos sem a devida identificação de origem e composição.

A Anvisa também detectou o uso inadequado de nomes comerciais e a venda de produtos que não possuem registro. Essas irregularidades levantam questões sérias sobre a segurança dos medicamentos manipulados e a responsabilidade das farmácias em garantir a qualidade dos produtos oferecidos aos consumidores.

Medidas a serem adotadas pela Anvisa

Para melhorar a segurança das canetas emagrecedoras, a Anvisa planeja adotar novas medidas que incluem uma fiscalização mais rigorosa em todas as etapas de importação e produção. A intenção é que as farmácias de manipulação sejam restringidas a produzir medicamentos de forma individualizada, respeitando as necessidades de cada paciente.

A agência já exige a identificação do consumidor final e do médico responsável pela prescrição, mas a importação exagerada de insumos gerou preocupações sobre o cumprimento dessas normas. A Anvisa está considerando a possibilidade de exigir mais informações que permitam a individualização das receitas, como o número de CPF dos pacientes.

Novas normas específicas para a manipulação de medicamentos devem ser anunciadas em breve, e a Anvisa enfatizou que, apesar de fortalecer a fiscalização, não há planos de restringir as quantidades que médicos podem prescrever.


Desta forma, a situação revelada pelas fiscalizações da Anvisa é preocupante e indica uma necessidade urgente de revisão nas práticas de manipulação de medicamentos. A saúde dos pacientes não pode ser colocada em risco devido à falta de controle e regulamentação adequada.

É essencial que as farmácias e importadoras sigam rigorosamente as normas estabelecidas para garantir a segurança e a eficácia dos medicamentos manipulados. A individualização dos tratamentos é um princípio fundamental que deve ser respeitado.

Além disso, a atuação da Anvisa deve ser constante e efetiva para coibir práticas inadequadas no setor. A população precisa ter confiança de que os medicamentos que consome são não apenas eficazes, mas também seguros.

Assim, a expectativa é que as novas medidas anunciadas pela Anvisa tragam um controle mais rígido sobre a manipulação de substâncias e a oferta de medicamentos no Brasil, protegendo assim os pacientes e promovendo práticas seguras no setor farmacêutico.

Finalmente, a conscientização dos profissionais da saúde e da população em geral sobre os riscos envolvidos na utilização de medicamentos manipulados é fundamental. A informação correta pode fazer a diferença na escolha de tratamentos seguros e eficazes.

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Camila Lacerda Bueno

Sobre Camila Lacerda Bueno

Fisioterapeuta com pós-graduação em Medicina Tradicional Chinesa. Atua com atletas de alto rendimento e reabilitação física. Paixão por anatomia humana e biomecânica. Praticante assídua de crossfit e levantamento de peso.