Beatriz Arcoverde é reconhecida como Aliada dos Raros no Prêmio Mulheres Raras 2026
25 MAI

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Saúde
Marina Souza Peroni Por Marina Souza Peroni - Há 1 hora
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A noite do Prêmio Mulheres Raras 2026 destacou a importância do jornalismo público e da inclusão social através da entrega de prêmios a profissionais que se dedicam à causa das doenças raras. A cerimônia, organizada pelo Instituto Vidas Raras, consagrou Beatriz Arcoverde, editora da Radioagência Nacional, como a grande vencedora na categoria Aliada dos Raros. Essa categoria é destinada a pessoas que, sem ter uma doença rara, apoiam ativamente a causa.

Além de Beatriz, duas outras jornalistas da Radioagência, Patrícia Serrão e Raíssa Saraiva, também foram reconhecidas, figurando entre as três melhores jornalistas da premiação. A presença dessas profissionais no evento consolidou a Radioagência como uma referência essencial na cobertura de temas relacionados às doenças raras no Brasil.

Beatriz Arcoverde é editora do podcast VideBula, que tem sido fundamental para dar voz às dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência (PcDs) e doenças raras. Em suas palavras, ela enfatiza a relevância desse reconhecimento: "O Prêmio Mulheres Raras é o reconhecimento de um trabalho que a gente vem desenvolvendo com o podcast Videbula, que vem mostrando as dificuldades, os direitos das pessoas com doenças raras ou PCDs. Essas pessoas não são a doença. Elas são muito mais: são pessoas que desenvolvem um trabalho, que têm a sua vida e também convivem com a doença rara. Isso é importante e todos na nossa sociedade devem saber disso, se conscientizar e contribuir com essa luta que é tão importante e, às vezes, muito solitária".

Patrícia Serrão e Raíssa Saraiva, que atuam como apresentadoras e produtoras do mesmo podcast, foram finalistas na categoria Jornalistas Raras, que reconhece profissionais que, além de reportar sobre a causa, também enfrentam os desafios das doenças raras em suas vidas pessoais. Essa abordagem torna o jornalismo mais humano e próximo da realidade de quem convive com essas situações diariamente.

Roseli Cizotti, representante do Instituto Vidas Raras, ressaltou a importância da premiação, que vai além de uma simples homenagem. Segundo ela, o evento fortalece a visibilidade das doenças raras e traz à tona histórias de superação e luta contra a invisibilidade e o preconceito. "Essas mulheres não tinham como e nem para onde ir. Então, elas criaram as próprias estradas, fizeram os próprios sapatos e construíram lugares pelo caminho para que, quando viessem pessoas atrás delas, essas pessoas tivessem onde reclinar a cabeça, sentindo-se seguras", explicou Cizotti.

A cerimônia do Prêmio Mulheres Raras 2026 celebrou a conquista de 15 vencedoras e 5 homenageadas, incluindo ativistas, cuidadoras, médicas, pesquisadoras e artistas que, ao ressignificarem suas experiências com doenças raras, contribuem para a conscientização e a inclusão social.

Desta forma, é evidente que a premiação reconhece não apenas o trabalho individual de jornalistas como Beatriz Arcoverde, mas também a importância do jornalismo na construção de uma sociedade mais inclusiva. A presença de profissionais que enfrentam desafios pessoais relacionados a doenças raras traz uma nova dimensão à cobertura jornalística, permitindo uma maior empatia e compreensão do público.

Em resumo, a visibilidade dada por projetos como o podcast VideBula é essencial para desmistificar as dificuldades enfrentadas por pessoas com doenças raras e PcDs. O reconhecimento dessas iniciativas por meio de prêmios é um passo importante para estimular mais profissionais a se envolverem com causas sociais e a usarem suas plataformas para promover mudanças significativas.

Assim, o Prêmio Mulheres Raras não serve apenas como um reconhecimento, mas como um chamado à ação. É um lembrete de que o compromisso com a inclusão e a representatividade é uma responsabilidade coletiva, em que todos podem contribuir de alguma forma.

Finalmente, o evento também destaca a necessidade de mais espaços de diálogo e apoio para aqueles que vivem com doenças raras. A criação de redes de apoio e a promoção de eventos semelhantes são caminhos que podem fortalecer a luta por direitos e inclusão, ampliando a conscientização sobre o tema.

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Marina Souza Peroni

Sobre Marina Souza Peroni

Médica endocrinologista e mestre em Bioética Médica. Atua em hospitais da rede privada focada em longevidade e saúde integrativa. Paixão por saúde preventiva. Participa ativamente de um coro coral amador local.