Estudo global revela que fatores emocionais não causam câncer na maioria dos casos
02 ABR

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Saúde
Juliana Mendes Peixoto Por Juliana Mendes Peixoto - Há 8 dias
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Um novo estudo internacional com mais de 421 mil participantes desmistifica a crença popular de que fatores emocionais, como estresse e luto, podem causar câncer. A pesquisa, publicada na revista científica Cancer, concluiu que a maioria dos tipos de câncer não está relacionada a fatores psicossociais, reforçando a ideia de que comportamentos de risco, como tabagismo, consumo de álcool e obesidade, são os principais responsáveis pelo desenvolvimento da doença.

A análise foi realizada com dados de 22 grupos ao redor do mundo, incluindo mais de 35 mil casos de câncer. Os pesquisadores investigaram fatores como suporte social, eventos de perda, estado de relacionamento, neuroticismo e sofrimento psicológico geral. Os resultados mostraram que, para a maioria dos tipos de câncer, não existe uma associação direta com esses fatores emocionais.

A única exceção encontrada foi no caso do câncer de pulmão. Os pesquisadores notaram que pessoas com um histórico de sofrimento psicológico apresentaram maior risco de desenvolver a doença, mas essa relação parece ser indireta. Isso se deve ao fato de que indivíduos com problemas emocionais tendem a adotar comportamentos de risco, como fumar, que são fatores diretos no desenvolvimento do câncer de pulmão.

Os resultados da pesquisa indicam que a prevenção do câncer deve focar em fatores já bem estabelecidos. O estudo destaca a importância de evitar a culpabilização dos pacientes, que muitas vezes se sentem responsáveis pela própria doença devido a questões emocionais. A presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Clarissa Baldotto, enfatiza que essa pesquisa é crucial para desmistificar a ideia de que o controle emocional poderia prevenir o câncer.

No entanto, a crença de que o estresse causa câncer persiste entre muitas pessoas. Os especialistas acreditam que isso ocorre porque, muitas vezes, o diagnóstico de câncer é feito após períodos de dificuldades emocionais. Além disso, há uma tendência das pessoas em buscar explicações emocionais para doenças graves. O oncologista Stephen Stefani observa que, embora o estresse possa impactar a vida das pessoas e a evolução da doença, ele não é um fator de risco significativo para o desenvolvimento do câncer, que é uma condição multifatorial.

A pesquisa também afirma que quase quatro em cada dez novos casos de câncer em 2022 foram atribuídos a fatores de risco modificáveis, como a alimentação e o uso de tabaco. O tabagismo foi identificado como o principal responsável, correspondendo a 15,1% dos casos, seguido por infecções e álcool. Portanto, a análise conclui que o estilo de vida e os fatores biológicos têm uma relação mais direta com o risco de câncer do que os aspectos emocionais.

Desta forma, é fundamental que a sociedade compreenda a complexidade do câncer, que vai além das emoções. A pesquisa traz à luz a necessidade de uma abordagem mais informada sobre a prevenção da doença, centrada em fatores de risco que podem realmente ser modificados.

Além disso, a desmistificação da relação entre fatores emocionais e câncer é crucial para evitar a culpabilização de pacientes e suas famílias. Informar a população sobre as verdadeiras causas do câncer é um passo importante na luta contra a doença.

Por fim, é preciso destacar que o cuidado com a saúde mental deve ser priorizado, mas sem atribuir a responsabilidade pelo câncer a fatores emocionais. A educação sobre riscos reais é essencial para que as pessoas possam tomar decisões mais conscientes sobre sua saúde.

Assim, a mensagem principal é clara: o câncer é uma doença multifatorial e reconhecer adequadamente os fatores de risco mais importantes é fundamental para educar a população e promover a prevenção efetiva.

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Juliana Mendes Peixoto

Sobre Juliana Mendes Peixoto

Mestre em Saúde Pública, com foco em bem-estar coletivo e nutrição. Atua em diversas ONGs de apoio comunitário e saúde da família. Apaixonada por ioga, meditação e jardinagem urbana em pequenos espaços residenciais.