Geração Z adota abordagem minimalista no mercado de skincare
12 FEV

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Saúde
Juliana Mendes Peixoto Por Juliana Mendes Peixoto - Há 2 meses
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O mercado de beleza está passando por uma fase de transformação significativa, especialmente no que diz respeito aos cuidados com a pele. Após anos de lançamentos em excesso e rotinas complexas, a Geração Z, composta por jovens entre 13 e 28 anos, está se tornando mais estratégica em suas escolhas. Essa faixa etária continua interessada em produtos de beleza, mas com um foco maior em eficácia e custo-benefício.

Dados da pesquisa Beauty POS Trends LATAM, realizada pela Circana, indicam que, apesar de serem a geração mais inclinada a investir em produtos de beleza, os jovens estão se tornando mais cautelosos. O cenário econômico atual, que inclui altos níveis de endividamento entre os mais jovens, tem influenciado essa mudança no comportamento de consumo. Entre janeiro e julho do ano passado, houve um aumento de 49% na negociação de dívidas por pessoas de 18 a 25 anos, conforme levantamento da Serasa.

Além das questões financeiras, há uma transformação nas prioridades e valores dos jovens. Em entrevista à CNN Brasil, Ana Seccato, Diretora Comercial da Circana, indicou que essa desaceleração está ligada a um “misto de impactos macroeconômicos, mas também a uma mudança na relação entre consumidor e categoria”. Os jovens estão deixando para trás a busca incessante por “ingredientes da moda” e agora priorizam produtos que estejam diretamente conectados ao seu bem-estar.

Esse novo comportamento se reflete em uma estratégia de consumo mais minimalista, que prioriza rotinas simplificadas e produtos multifuncionais. A Geração Z está se voltando para abordagens mais práticas, focando na identificação de necessidades específicas da pele e na integração dos cuidados com a rotina diária, como escovar os dentes ou tomar banho. Essa mudança representa uma rejeição aos rituais longos e muitas vezes difíceis de manter.

A busca por eficácia e personalização é um reflexo da maturidade desse público, que se tornou mais conhecedor das opções disponíveis no mercado. Assim, os jovens buscam menos “hype” e mais resultados concretos. As redes sociais continuam a exercer uma influência significativa nesse processo de decisão de compra. Um estudo revela que 63% da Geração Z afirmam ter adquirido produtos de beleza após vê-los em plataformas digitais, com destaque para vídeos curtos, como os do TikTok e Reels.

A ascensão de microinfluenciadores também tem contribuído para a descoberta de novas marcas. Contudo, ao mesmo tempo, surgem movimentos que criticam o consumo excessivo, como o “beauty burnout”, o “project pan” e o “underconsumption core”, que defendem rotinas de cuidados mais conscientes e equilibradas.

Essa dualidade entre minimalismo e maximalismo não é exclusiva do skincare, mas se estende a todo o setor de beleza. No segmento de fragrâncias, por exemplo, coexistem duas tendências: perfumes mais simples e neutros e fragrâncias intensas e narrativas, que se destacam nas redes sociais. As versões unissex estão em crescimento, refletindo mudanças culturais que valorizam a fluidez e a expressão individual.

Além disso, diferentes notas, como as comestíveis, estão ganhando espaço, refletindo a busca por conforto, enquanto composições mais naturais têm atraído a preferência dos consumidores. Fragrâncias inspiradas no Oriente Médio, que utilizam ingredientes como oud e âmbar, também estão se tornando populares na América Latina, associadas a luxo e sofisticação.

Para o segmento de cuidados com a pele, a palavra-chave para 2026 é integração. Menos produtos e mais personalização. A proteção solar continua a ser um foco importante, impulsionada pela demanda por produtos multifuncionais. A discussão sobre longevidade e envelhecimento saudável também está em alta, expandindo a abordagem de cuidados para além do rosto.

Para conquistar esse público exigente, as marcas precisam atuar com foco em eficácia comprovada. É essencial que as formulações sejam claras e que os benefícios dos produtos sejam bem definidos, assim como oferecer opções de personalização para atender às necessidades individuais dos consumidores.

Desta forma, é evidente que a Geração Z está reavaliando suas prioridades no consumo de produtos de beleza. A busca por rotinas mais simples e eficazes reflete uma maturidade crescente deste público, que não se contenta mais com promessas vazias. O cenário econômico, que traz desafios financeiros, também desempenha um papel crucial nessa mudança de comportamento.

As marcas que desejam se destacar precisam adaptar suas estratégias, focando em produtos que realmente entreguem resultados e que sejam acessíveis. A personalização se torna uma necessidade, pois os jovens estão em busca de soluções que se encaixem em suas rotinas diárias, sem complicações.

Além disso, a influência das redes sociais não pode ser ignorada. Elas continuam a ser um canal poderoso para impulsionar vendas, mas também são espaço para discussões sobre consumo consciente. Portanto, é fundamental que as marcas estejam atentas a esses movimentos e ajustem suas abordagens.

Em resumo, a transformação no comportamento da Geração Z em relação ao skincare é um reflexo de uma nova era de consumo, que prioriza a eficácia e a simplicidade. A integração de cuidados à rotina diária, aliada a um olhar mais crítico sobre o que se consome, poderá resultar em um mercado de beleza mais sustentável e consciente.

Assim, as empresas que se adaptarem a esta nova realidade estarão mais preparadas para conquistar a confiança e a lealdade desse público, que não hesita em buscar alternativas que façam sentido para sua vida.

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Juliana Mendes Peixoto

Sobre Juliana Mendes Peixoto

Mestre em Saúde Pública, com foco em bem-estar coletivo e nutrição. Atua em diversas ONGs de apoio comunitário e saúde da família. Apaixonada por ioga, meditação e jardinagem urbana em pequenos espaços residenciais.