Mercado informal de canetas para emagrecimento é cinco vezes maior que o formal, afirma EMS
26 MAI

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Saúde
Juliana Mendes Peixoto Por Juliana Mendes Peixoto - Há 1 hora
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O mercado informal de canetas análogas de GLP-1, que incluem medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, está crescendo de forma alarmante no Brasil. De acordo com estimativas apresentadas pela empresa farmacêutica EMS, em uma coletiva de imprensa realizada no dia 26 de maio de 2026, esse mercado ilegal pode ser até cinco vezes maior do que o mercado formal da indústria farmacêutica.

A declaração foi feita pelo vice-presidente da EMS, Marcus Sanchez, após a aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de uma nova versão de semaglutida, um dos medicamentos nessa categoria. Sanchez destacou que a demanda crescente por esses medicamentos para tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade tem contribuído para o surgimento de um mercado paralelo, que é abastecido por produtos contrabandeados e versões manipuladas que não seguem as normas de registro exigidas no Brasil.

O executivo ressaltou que a quantidade de canetas emagrecedoras que circulam no mercado informal supera significativamente o volume de produtos vendidos legalmente pela indústria farmacêutica regularizada. Isso representa um desafio não apenas para as empresas autorizadas, mas também para a saúde pública, já que muitos desses produtos não passam pelos rigorosos processos de controle de qualidade estabelecidos pela Anvisa.

Durante a coletiva, Sanchez expressou que a EMS não vê problemas na entrada de novos concorrentes no mercado, desde que todos estejam sujeitos às mesmas exigências regulatórias. Ele criticou a comercialização de produtos que não têm registro, enfatizando a importância de garantir que todos os medicamentos disponíveis aos consumidores passem por avaliações adequadas de qualidade, eficácia e segurança.

Além disso, o vice-presidente mencionou que alguns produtos são trazidos de outros países, como o Paraguai, onde existem versões legalizadas de semaglutida. Contudo, ele alertou que a autorização de venda em outro país não implica automaticamente a permissão para a importação e venda desses medicamentos no Brasil.

Em relação à concorrência, Sanchez acredita que a ampliação da oferta de medicamentos registrados pode ajudar a diminuir a procura por alternativas ilegais. Ele observou que o crescimento do mercado paralelo está relacionado à alta demanda e à escassez de produtos disponíveis legalmente. A EMS recebeu recentemente o registro de sua versão de semaglutida, chamada Ozivy, que deve chegar às farmácias em até 30 dias e terá um preço cerca de 30% inferior ao do Ozempic.

Desta forma, é crucial que as autoridades de saúde e os órgãos reguladores intensifiquem a fiscalização sobre a comercialização de medicamentos. A presença de produtos irregulares representa não apenas uma concorrência desleal, mas também um risco à saúde dos consumidores, que podem ser expostos a substâncias sem a devida comprovação de segurança e eficácia.

A formalização do mercado, com a inclusão de novos players que respeitem as normas estabelecidas, pode ser uma solução viável. A chegada de novos medicamentos registrados não só atenderá à demanda crescente, mas também ajudará a combater o mercado paralelo, que prospera na sombra da informalidade.

A sociedade e os profissionais de saúde devem estar vigilantes em relação a produtos que não possuem registro e que podem oferecer riscos. A educação sobre o uso seguro de medicamentos é fundamental para que os consumidores façam escolhas informadas e seguras.

Finalmente, a colaboração entre a indústria farmacêutica, os órgãos reguladores e as forças de segurança é essencial para coibir práticas ilegais. O fortalecimento das políticas de controle pode garantir um ambiente mais seguro para a comercialização de medicamentos, preservando a saúde da população.

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Juliana Mendes Peixoto

Sobre Juliana Mendes Peixoto

Mestre em Saúde Pública, com foco em bem-estar coletivo e nutrição. Atua em diversas ONGs de apoio comunitário e saúde da família. Apaixonada por ioga, meditação e jardinagem urbana em pequenos espaços residenciais.