SUS inicia teleatendimento gratuito para pessoas com compulsão por jogos de apostas - Informações e Detalhes
Na última terça-feira, 3 de outubro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou o lançamento de um novo serviço de teleatendimento focado na saúde mental, disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Este serviço é destinado a pessoas com 18 anos ou mais que enfrentam problemas de compulsão relacionados a jogos de apostas, além de oferecer suporte a familiares e rede de apoio.
A iniciativa é realizada em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, como parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). O atendimento é gratuito e visa proporcionar assistência especializada a quem sofre com a compulsão por apostas, frequentemente referidas como "bets". A expectativa inicial é de realizar até 600 atendimentos online por mês, com a possibilidade de ampliação desse número, caso a demanda justifique.
De acordo com o ministro Padilha, o objetivo é alcançar até 100 mil atendimentos mensais. "Estamos dando mais um passo para acolher e ajudar essas pessoas a saírem do sofrimento mental, que está diretamente associado à compulsão pelas apostas eletrônicas. Este problema não apenas afeta a saúde mental, mas também acarreta questões financeiras e problemas familiares", afirmou Padilha.
Nos últimos anos, os dados dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) revelam que entre 2 mil e 3 mil atendimentos foram realizados por pessoas que buscavam ajuda presencialmente devido à compulsão por jogos. As consultas do novo serviço de teleatendimento são realizadas via videoconferência, têm duração média de 45 minutos e fazem parte de um ciclo estruturado de cuidados, que pode incluir até 13 sessões por paciente, tanto em grupo com a rede de apoio quanto de forma individual.
O acesso ao serviço é simples. Os interessados devem se registrar por meio do aplicativo Meu SUS Digital, disponível gratuitamente nas plataformas Android e iOS, ou na versão web. Após fazer o login com a conta gov.br, é necessário clicar na opção "Miniapps" e selecionar "Problemas com jogos de apostas?". O usuário terá acesso a um autoteste, que foi validado por especialistas no Brasil e serve para identificar sinais de risco, além de orientar os próximos passos.
Se o autoteste indicar risco moderado ou elevado, o encaminhamento para o teleatendimento será feito automaticamente. Nos casos em que o risco for considerado baixo, o aplicativo orienta a buscar ajuda na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que inclui desde Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) até Unidades Básicas de Saúde (UBS). O aplicativo também oferece conteúdos informativos sobre sinais de alerta, prevenção e os impactos da prática na saúde mental.
A Ouvidoria do SUS também está disponível para fornecer orientações sobre o tema, com atendimento pelo telefone 136, por teleatendimento, formulário, WhatsApp ou chatbot no site do Ministério da Saúde. Todas as informações são tratadas de acordo com as normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Um estudo recente apontou que as apostas podem gerar perdas econômicas e sociais ao Brasil que chegam a R$ 38,8 bilhões por ano. O Ministério da Saúde enfatiza que essa iniciativa é uma resposta ao aumento recente de comportamentos problemáticos relacionados a jogos e apostas, especialmente os realizados online. A procura por atendimentos presenciais é ainda baixa, muitas vezes devido a fatores como vergonha, medo de julgamento ou dificuldades em reconhecer o problema. Assim, o teleatendimento foi estruturado para ampliar o acesso ao cuidado de maneira reservada, segura e acessível.
A capacitação dos profissionais de saúde para esse tipo de atendimento também está em andamento. O ministério, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), está oferecendo 20 mil vagas para cursos de capacitação, dos quais já foram registradas 13 mil inscrições e 1,5 mil profissionais já concluíram a formação. Com mais 7 mil vagas disponíveis, a expectativa é que novas inscrições sejam abertas conforme a demanda.
O teleatendimento é uma parte da Linha de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas, que também inclui orientações clínicas em um Guia de Cuidado para esses casos. Além disso, o governo federal implementou a Plataforma de Autoexclusão Centralizada, que permite ao usuário solicitar o bloqueio em sites de apostas e se proteger de publicidades relacionadas. Essa ferramenta, disponível desde dezembro do ano passado, já conta com mais de 300 mil pessoas que optaram por se autoexcluir, reduzindo assim sua exposição ao risco.
Pela plataforma, o usuário pode escolher o período de bloqueio, que pode ser de dois meses, seis meses ou indeterminado. O cadastro é realizado no site gov.br/autoexclusaoapostas, utilizando uma conta gov.br de nível prata ou ouro. O ministro Padilha destacou que, ao se autoexcluir, é possível identificar o cartão SUS do usuário e verificar se ele frequenta alguma Unidade Básica de Saúde, permitindo um encaminhamento rápido e eficaz para o atendimento, caso necessário.
Desta forma, a implementação do teleatendimento é um passo significativo para enfrentar um problema crescente no Brasil. A compulsão por jogos de apostas é uma questão de saúde pública que exige atenção e recursos adequados. O acesso facilitado a esses atendimentos pode ajudar a desestigmatizar o tema e incentivar mais pessoas a buscarem ajuda.
Além disso, é fundamental que a capacitação de profissionais de saúde continue a ser uma prioridade. A formação adequada é essencial para garantir que os atendimentos sejam eficazes e que os pacientes recebam o suporte necessário. O governo deve considerar a ampliação desses cursos, assegurando que um maior número de profissionais esteja preparado para lidar com essa situação.
Em resumo, o sucesso dessa iniciativa dependerá não apenas da oferta de serviços, mas também da conscientização e educação sobre os riscos associados aos jogos de apostas. Campanhas de informação podem desempenhar um papel crucial na prevenção e no tratamento da compulsão por jogos.
Por fim, a Plataforma de Autoexclusão é uma ferramenta importante que pode ajudar a mitigar os efeitos negativos das apostas. No entanto, é necessário que haja um trabalho contínuo de sensibilização para que os usuários saibam da sua existência e a utilizem efetivamente.
Assim, o SUS se posiciona como um agente ativo no enfrentamento desse problema, oferecendo soluções que podem fazer a diferença na vida de muitas pessoas. O desafio agora é garantir que esses serviços sejam amplamente divulgados e que a população saiba como acessá-los.
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