OMS recomenda testes de tratamentos e vacinas contra o Ebola em meio a surto na África
29 MAI

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Saúde
Marina Souza Peroni Por Marina Souza Peroni - Há 1 dia
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a priorização de três tratamentos experimentais para combater a cepa Bundibugyo do Ebola, que está causando um novo surto na República Democrática do Congo e em Uganda. Os medicamentos recomendados incluem o MBP134, da Mapp Biopharmaceutical, o maftivimab, da Regeneron, e o antiviral remdesivir, da Gilead Sciences. A OMS enfatizou que esses tratamentos, junto com vacinas em desenvolvimento, devem ser testados em ensaios clínicos para avaliar sua segurança e eficácia.

O surto atual de Ebola, que já trouxe preocupações à comunidade internacional, é caracterizado pela falta de vacinas e terapias aprovadas especificamente para a cepa Bundibugyo. A OMS informou que, até o momento, não existem soluções definitivas disponíveis para tratar a doença. Em um comunicado recente, a Regeneron anunciou que o fornecimento de maftivimab já está disponível na República Democrática do Congo, pronto para uso em pacientes, caso a OMS decida iniciar o tratamento ou integrá-lo a estudos clínicos.

Além disso, para a prevenção do Ebola, a OMS destacou o antiviral oral experimental obeldesivir, da Gilead, como uma prioridade para uso em casos de exposição a pacientes confirmados. É importante ressaltar que a eficácia dessa estratégia depende de um rastreamento rigoroso dos contatos dos infectados.

Entre as vacinas em desenvolvimento, a rVSV Bundibugyo, que requer apenas uma dose, foi considerada a mais promissora. No entanto, a OMS indicou que é improvável que essa vacina esteja pronta para testes nos próximos sete a nove meses. Por outro lado, o ChAdOx1 Bundibugyo, desenvolvido pela Universidade de Oxford em parceria com o Serum Institute of India, poderá avançar para testes em um prazo de dois a três meses, embora dependa ainda de dados adicionais obtidos em estudos com animais.

A OMS também está avaliando a possibilidade de utilizar a vacina Ervebo, da Merck & Co., que é atualmente a única vacina licenciada contra o Ebola. Contudo, a agência recomendou que essa vacina não seja utilizada fora de estudos de pesquisa, devido à falta de evidências conclusivas sobre sua eficácia contra a variante Bundibugyo.

Os consultores da OMS também sugeriram a avaliação de terapias combinadas, que uniriam anticorpos monoclonais ao remdesivir, como uma abordagem inovadora no tratamento da doença. A OMS está colaborando com as autoridades da República Democrática do Congo e de Uganda, assim como com parceiros como o Africa Centres for Disease Control and Prevention, para estruturar e implementar ensaios clínicos que respeitem rigorosos padrões éticos.


Desta forma, a resposta ao surto de Ebola na África deve ser rápida e eficaz. O engajamento de organizações internacionais e a disponibilização de tratamentos experimentais são passos cruciais. A colaboração entre nações e entidades de saúde é fundamental para conter a disseminação do vírus.

Além disso, o rastreamento de contatos e a prevenção através de vacinas são estratégias que não podem ser negligenciadas. A necessidade de uma vacina eficaz contra a cepa Bundibugyo é urgente, e os esforços para desenvolver uma solução devem ser intensificados.

O investimento em pesquisa e desenvolvimento de tratamentos e vacinas deve ser uma prioridade global. A experiência passada com surtos de Ebola destaca a importância de ações rápidas e coordenadas para proteger as comunidades afetadas.

Finalmente, a conscientização e educação sobre a doença são essenciais. A população deve ser informada sobre os riscos e medidas de prevenção, ajudando a reduzir a transmissão do vírus e proteger a saúde pública.

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Marina Souza Peroni

Sobre Marina Souza Peroni

Médica endocrinologista e mestre em Bioética Médica. Atua em hospitais da rede privada focada em longevidade e saúde integrativa. Paixão por saúde preventiva. Participa ativamente de um coro coral amador local.